As tendências e os desafios do mercado de medicina diagnóstica

As tendências e os desafios do mercado de medicina diagnóstica

Dada a importância que representa para a qualidade de vida e saúde das pessoas, o mercado de medicina diagnóstica tem apresentado um crescimento considerável nos últimos anos. Cada vez mais os procedimentos médicos auxiliares, a exemplo dos exames por imagem e expedientes laboratoriais, se tornam um dos pilares para diagnósticos mais ágeis e seguros.

Muitos fatores explicam a expansão desse mercado, como a evolução da tecnologia, que contribui para que os procedimentos se tornem mais simplificados, de fácil acesso e menos onerosos.

Além disso, a mudança nos hábitos das pessoas e as transformações econômicas percebidas nos últimos anos — apesar do cenário de crise — fizeram com que os cuidados com a saúde se tornassem um hábito entre as pessoas, gerando um aumento na demanda sobre os planos de saúde e, consequentemente, em diversas especialidades médicas.

O panorama do mercado de medicina diagnóstica no Brasil é promissor. Como veremos adiante, embora existam desafios a serem superados nesse mercado, novas tendências comprovam que muita coisa boa está por vir!

Panorama do mercado de medicina diagnóstica

Panorama do mercado de medicina diagnóstica

Durante muito tempo, a medicina diagnóstica foi tida como um recurso acessível apenas às pessoas economicamente privilegiadas. A complexidade dos procedimentos, as limitações tecnológicas e os elevados custos dos equipamentos e dispositivos necessários aos atendimentos eram alguns dos fatores que pesavam negativamente para que os benefícios desse importante mercado chegassem a todos os tipos de pacientes.

Contudo, a evolução das tecnologias, a expansão do mercado e a transformação dos hábitos da sociedade fizeram com que a medicina diagnóstica se tornasse um elemento essencial para o reforço na qualidade de vida e na saúde das pessoas.

Nesse contexto, tanto a demanda em crescimento quanto as inovações tecnológicas foram responsáveis pela difusão desse setor, que hoje é um dos braços mais importantes para o trabalho dos profissionais da saúde.

Atualmente, grande parte das decisões médicas é tomada graças ao apoio dado pela medicina diagnóstica. Desde sistemas de avaliação por imagem e análise de material biológico até uma gama variada de serviços de saúde suplementar sustentam grande parte dos tratamentos médicos, fornecendo informações precisas e seguras sobre quadros clínicos e indicando os caminhos para se chegar aos melhores resultados.

Para se ter ideia da contribuição e importância do setor, bem como do seu crescimento, projeções do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) apontam que a demanda por exames deve mais que dobrar de 2015 até 2030. Esse cenário corrobora com o alto faturamento desse mercado, que movimenta mais de R$ 25 bilhões ao ano.

Desafios do setor no Brasil

Desafios do setor no Brasil

No tocante à medicina diagnóstica no Brasil, desafios não faltam para o setor. Há situações que dificultam a expansão do mercado e, em muitos casos, burocratizam excessivamente a prestação dos serviços. A exemplo, podemos citar:

Cenário econômico

O cenário econômico em retração e o desaquecimento da economia, em grande medida, acabam afetando o bolso do brasileiro, o que dificulta a manutenção de planos de saúde e outros custos com tratamentos médicos — sobretudo os preventivos.

Custos

Outro fator que desafia as empresas que atuam nesse mercado é a relação com os custos envolvidos na prestação dos serviços. Como se sabe, no Brasil, o preço de equipamentos tecnológicos é extremamente elevado, assim como os tributos incidentes sobre a importação de mercadorias, o que acaba por elevar e dificultar bastante o orçamento das prestadoras de serviços de saúde suplementar.

Legislação

Além dos pontos mencionados, cabe ressaltar o impacto que a legislação interna tem sobre a medicina diagnóstica e os negócios que atuam no setor. Hoje, esse é um dos setores que mais sofre regulamentações por parte de agências e órgãos regulatórios, aumentando a carga de responsabilidades sobre os prestadores e criando uma série de fatores burocráticos, ligados tanto às instalações quanto às rotinas administrativas.

Tendências para o setor

Tendências para o setor

Apesar dos entraves enfrentados no mercado de medicina diagnóstica, existem pontos positivos que animam os profissionais da área e, sobretudo, as pessoas que dependem desses serviços para realizarem seus tratamentos.

A principal delas, sem dúvida, é a participação cada vez maior e mais benéfica da tecnologia. Conforme os métodos, equipamentos e dispositivos são criados e aprimorados, melhorando a relação dos pacientes com os procedimentos médicos, seja em questão de qualidade e/ou de custos.

A exemplo, as seguintes tendências já são realidade em empreendimentos de saúde:

Machine learning e big data

O conceito de machine learning (aprendizado da máquina) é uma das tendências mais fortes para o futuro da medicina diagnóstica. A partir o estudo de padrões de diagnósticos e a junção de dados obtidos pelas mais diversas plataformas, sistemas autônomos poderão fornecer diagnósticos com extrema precisão a partir de algoritmos complexos.

Todas as experiências passadas, resultados de exames, laudos, sintomas, entre outra infinidade de informações, servirão de base para que softwares sejam capazes não só de identificar patologias, mas de aprender e se aprimorar a cada novo diagnóstico realizado.

Laudos a distância

Com a evolução dos meios de comunicação e a mudança nos hábitos das pessoas, a digitalização dos serviços se tornou uma realidade. Hoje, é possível trocar informações, documentos, imagens de forma ágil, segura e livre, acabando com as limitações físicas antes existentes.

Nesse mesmo sentido, a medicina diagnóstica também caminha. Com o apoio de plataformas integradas, muitas delas baseadas em serviços na nuvem, profissionais das mais diversas especialidades e localidades podem trabalhar de maneira conjunta, emitindo opiniões importantes sobre pacientes.

A partir disso, informações relevantes para o tratamento de um paciente podem circular por diferentes médicos de uma mesma clínica, por exemplo, ou um exame complementar feito por um laboratório pode chegar ao conhecimento do médico responsável pelo tratamento, independentemente da sua localidade.

Esse tipo de tecnologia não só auxilia na elaboração dos laudos, reforçando-os com a participação de diferentes profissionais, como poupa um tempo preciso, especialmente em situações em que o médico está na capital e o paciente no interior — o que é bastante comum atualmente.

Por fim, como vimos, a medicina diagnóstica tem um papel crucial na qualidade da saúde de um modo geral. Prova disso é que, hoje, o setor é altamente demandado, tanto pelos profissionais quanto pelos usuários dos serviços. Assim, embora os desafios existam, o cenário é bastante promissor, especialmente quando consideradas as tendências que já são realidade e as que estão por vir.

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